domingo, 26 de outubro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

Fwd: [pedecabra] ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA/LEI DO VENTRE LIVRE






É um tema fascinante:a escravatura e a sua abolição.
Daí o meu retomar do tema,tendo como base um trabalho de Natália Faria.
No século XIX,as escravas eram vendidas a um preço 25 por cento inferior ao dos escravos."Além de fisicamente mais frágeis,as mulheres eram tidas como menos produtivas e de envelhecimento mais rápido",descreve a historiadora brasileira Maria Ângela de Faria Grillo,depois de ter analisado os anúncios de aluguer,compra e venda de escravas nos jornais de Pernambuco,entre 1850 e 1888.O preço podia variar consoante a concorrência,a especulação que havia em torno dela,a idade e a sua qualificação profissional",mas sem nunca negligenciar a regra de ouro,segundo a qual o valor das escravas se negociava sempre "com abatimento de 25 por cento sobre os valores estabelecidos".
A cor da pele parecia não influenciar o preço.O que não quer dizer que não fosse tida em conta,consoante a função a que se destinava a escrava. "Branca para casar,mulata para f...,negra para trabalhar",sintetiza a historiadora,cujo artigo levanta ainda o véu sobre outra realidade bem feminina:o recurso às amas-de-leite para os filhos das sinhás (as mulheres dos grandes senhores rurais).
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as escravas eram impedidas de amamentar os seus próprios filhos para amamentarem os dos seus patrões.
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Outro dos aspectos menos estudados é o relacionado com o regime jurídico dos filhos das escravas,mais exactamente com a chamada lei do ventre livre que,em 1856 e por iniciativa de Sá da Bandeira,determinou que os filhos das escravas passavam a ser livres e não já propriedade do dono da sua mãe.Esta lei teve,porém,uma gestação muito demorada,como descreve Margarida Seixas.
A autora do artigo começa por recordar que em todas as colónias portuguesas a regra era que filho de mulher escrava nascia também escravo e que,para muitos proprietários,"o nascimento dos filhos das suas escravas era uma oportunidade para aumentar o património".
A alteração substancial do regime até então vigente iniciou-se apenas com a legislação pombalina.Um alvará de 16 de Janeiro de 1773 ordenava já,entre outros aspectos,a "liberdade de ventre" de todos os filhos de escrava nascidos em Portugal continental.
"Este começo auspicioso não teve,porém,continuidade",nota Margarida Seixas,lembrando que a "escravatura de ventre" se manteve nos demais territórios do império durante longos anos.Só em 1836 é que Sá da Bandeira,o então ministro dos Negócios Estrangeiros,propõe à Câmara dos Pares,para lá da abolição do tráfico e do registo dos escravos existentes no império,a "liberdade de ventre" para todos os que nascessem em qualquer território português.
A proposta não passou.Até que,em 1856,depois de várias tentativas,Sá da Bandeira consegue ver aprovada aquela que ficaria conhecida como a lei do ventre livre,à luz da qual eram livres todos os que nascessem de ventre escravo em qualquer província ultramarina.Porém,os filhos das escravas ficavam obrigados a trabalhar para os senhores de suas mães até aos 20 anos.E o problema era que,como nota a historiadora,os jovens eram depois libertados "sem qualquer preparação para iniciar uma vida autónoma".
A obrigação de servir o proprietário da mãe poderia cessar,mas apenas se o dono fosse ressarcido.E que sucedia ao filho menor de uma escrava,se esta fosse vendida a outro proprietário? "Acompanharia sua mãe até aos sete anos de idade",explica a historiadora.Mas,se fosse mais velho,"continuaria a servir gratuitamente o primeiro proprietário,sendo separado da mãe".Poderia também acontecer que a mãe obtivesse por algum meio a sua liberdade."Neste caso,os filhos só lhe seriam entregues se não tivessem mais de quatro anos".As crianças com cinco ou mais anos "teriam de continuar a servir aquele que fora o proprietário de sua mãe",nota ainda Margarida Seixas.E conclui:
"A possibilidade de separação forçada de crianças de tão tenra idade de sua mãe é,sem dúvida,um dos resultados mais perversos da lei de 1856".
De Natália Faria,Público,22 de Outubro de 2008
Ver "Condição Feminina no Império Colonial Português"Edições Politeama(Instituto Politécnico do Porto)


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Publicada por aminhapele em pedecabra a 10/25/2008 01:48:00 AM



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RUI LUCAS

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

TRABALHO DE RISCO

Alguns nem são conhecidos pelo comum dos mortais...
Vejam este,captado pela câmara da mdc,na sua estadia na Índia.
Quem gostaria deste posto de trabalho??!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

BARBEIROS

Nos últimos tempos,aqui na terrinha,os jornalistas têm-se afadigado a recolher as memórias dos poucos barbeiros ainda existentes. É uma actividade em extinção. Há poucos dias,uma reportagem falava de um barbeiro aqui da Praça da República. O senhor teve formação de cabeleireiro de senhoras,mas acabou por se radicar numa barbearia para homens. Contou vários episódios,das várias cabeças que lhe passaram pelas mãos,bem interessantes. Mas,como este,ele nunca viveu!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O GALO DE BARCELOS

O grande símbolo português aparece por todo o lado... Agora,até na publicidade a batatas fritas! O dono da "cadeia" dessas batatas,na África do Sul,só pode ser português! Ora vejam o guardanapo!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O PROVADOR

Todos nós já tivemos que aturar as exibições de falsos provadores de vinhos. Eles reclamam pelo copo apropriado,pela temperatura do vinho,pela forma da decantação e,ao mesmo tempo,vão falando sobre castas e regiões vinícolas como verdadeiros conhecedores. Chega,finalmente,o vinho que pedem,nas condições que exigem. Começa o espectáculo:erguem o copo e vêem a cor,levam o copo ao nariz e cheiram,dão umas voltinhas ao copo,fazendo o vinho dançar a dança do ventre dentro do copo,para apreciarem como ele desce das paredes do copo;levam,finalmente,o copo à boca,fazem umas boquinhas engraçadas,uma espécie de lava dentes e mandam servir! A maior parte,não sabe distinguir vinho de azeite! E nós a aturá-los!

sábado, 18 de outubro de 2008

AGRICULTUREX

Estou farto de ouvir e ver malhar no Simplex... É só para dizer mal do Governo. Hoje,quer dizer ontem,tive que ir à Loja do Cidadão tratar de uns papeis. No Balcão ao lado,uma enorme fila de "rapazes" do meu tempo aguardava a sua vez. Iam requisitar o novo BI,aquele do 4 em 1... Está a ser um sucesso!!! Os "rapazes" têm um BI igual ao meu:com validade perpétua! Mas vão pagar mais uns euros,ficam com o novo BI com validade de (suponho) 4 anos e,orgulhosamente,vão exibi-lo no Centro de Dia,no Centro de Saúde,etc.etc. Muito melhor,é o Agriculturex! Que o diga a Vanessa! Faz 24 horas sobre 24!Depois de "bater" as avenidas,ainda vai amanhar as terras da bisavó,participa na blogosfera e sabe o que é um ancinho! Talvez,por falta de tempo,não tenha qualquer BI!!! Quando acabarem as vindimas,ao que penso,irá ter um BI desses,de 4 em 1!!! Foto de Arnis Krumins

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

BRINCAR AOS AVIÕES

Agora,que o petróleo e o dólar desceram,a banca "nacionalizada" voltou a abrir a torneira do crédito,vamos ter hipótese de comprar um "brinquedo" para nós! Que tal um avião??!! Parece divertido...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O PRIMEIRO SAMBA

Ao que me dizem,"Pelo telefone" de Donga(1966) foi o primeiro samba ... Neste filme histórico,podemos ver Donga,acompanhado pelo jovem Chico Buarque e Pixinguinha,Hebe Camargo e outros membros do Clube do Choro. Independentemente da veracidade histórica,vale a pena recordar o momento!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

COIMBRA DO CHOUPAL...

O que se passa deve ser "segredo de Estado". O que é certo é que o Choupal vai desaparecendo,sobre rodas,com uma pressa tal que parece que irá ali passar o "metro" de superfície... Ou,porque não,o TGV?! Fotografias enviadas por MC

sábado, 4 de outubro de 2008

HOMER'S ODYSSEY

Do The New York Times,de hoje.

A CELA DO "PERNA"

Temos lido,e ouvido,que nas cadeias brasileiras não se respeitam os direitos humanos. Que a polícia é bruta... Que o Governo não assume as suas responsabilidades. Nada mais errado! Ora veja este video...

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